segunda-feira, 6 de abril de 2026

Um resgate histórico nas barbas de um regime assassino.


As forças americanas com a ajuda de forças de elite israelitas, resgataram com sucesso o coronel piloto americano, nas barbas do regime assassino iraniano.
Para os komentadeiros (e komentadeiras) portuguese (a)s deixamos o seguinte: enquanto esse regime clerical escabroso, criminoso, terrorista assassinou, nos últimos protestos, mais de 50 mil concidadãos iranianos, o regime americano para salvar um homem, optou por uma estratégia de resgate que custou 300 milhões de dólares
Isto diz tudo. 

Frederico Lourenço voltou a se católico

 

Aniversário de Jorge Lage - A Descoberta do Mar ...

 


Salvé 6 Abril, dia em que nasceu o nosso amigo Jorge Lage, que hoje faz 78 anos. Transmontano, da aldeia de Chelas, Mirandela, licenciado em História, escritor, cronista e contista, especialista na Dádiva dos Deuses (no douto dizer dele) que é a Castanha e grande mestre na etnografia nordestina, sabedor dos Falares de Mirandela, etc., etc.

Parabéns Jorge e que passe feliz na boa companhia da Isabel e da Família.

Abraço amigo,

JG85



JORGE  GOLIAS         

                                           ESTÓRIA DE VIDA

             A Descoberta do Mar

A maioria dos que cresceram no NE transmontano nos anos 50/60 só muito tardiamente descobriu o mar. Eu e mais três dos meus colegas do secundário em Vila Real, um dia, partimos à aventura. Eram eles o João Rocha, o Zé Eugénio e o Rui Jácome. Estávamos na Avenida Carvalho Araújo quando passou um camião com um carro acidentado em cima, a caminho do Porto. Lembrei-me de que conhecia o guarda da PVT do posto de saída da cidade, o da Junqueira, e que ele era amigo do meu pai. Perguntei aos outros se queriam ir descobrir o Porto, pois podia ser uma oportunidade única. Somos todos da mesma idade, portanto, estávamos no ano 58, o das eleições do General Humberto Delgado vs Almirante Tomás, que o primeiro ganhou, mas não só não tomou posse como teve de fugir. Tínhamos, portanto, 17 anos!

A miragem de conhecer o Porto venceu todos os medos e receios de partir para a grande cidade, praticamente sem dinheiro. Uns trocos no bolso, mas amigos no Porto: o Jorge Costa e o Manel Pavão. Então telefonei para o posto da PVT e pedi ao agente que nos arranjasse boleia no camião que iria passar por lá. E, assim, alguma meia hora depois, estávamos nós a caminho da Junqueira, de táxi, para apanhar o camião.

A viagem foi uma festa, que naquele tempo não considerávamos de risco. Chegados ao Porto e tomados de emoção de irmos descobrir uma grande cidade apeámos ainda fora de portas por causa da polícia e lá fomos a butes a caminho do centro e de uma cabina telefónica para avisar os colegas que precisávamos de cama e de comida. Eis senão quando, numa rua empedrada e com linha de eléctrico, em lomba, sentimos um grande ruído. Parámos e ficamos à cuca.

E lá surgiu o grande monstro de ferro com aquele ruído de ferro contra ferro que nos feria os ouvidos de uma maneira inusitada. Aquele ruído, aos ouvidos virgens de um provinciano, era impressionante. O Zé Eugénio, que ficou mais emocionado do que os outros, exclamou: olha, olha, olha…um eléctrico!! E ali ficámos pasmados a ver a máquina infernal devorar a ladeira de uma ruela periférica do Porto.

Pronto, lá aboletámos nas casas dos antigos colegas do Colégio de Mirandela, e no dia seguinte partimos à descoberta do mar, que só conhecíamos de fotografia e do cinema. Ah, já me esquecia de que uma vez em Mirandela, o Joaquim Pêra, que vivia no Porto, apareceu com umas calças de terylene manchadas de água do mar. E como ficámos a admirar aquelas calças que já tinham visto e tocado o mar! A vista do mar foi então a segunda descoberta daquela jornada que acaba por dar o nome à crónica.

Depois destas descobertas a que mais me marcou a seguir foi a bela mesa de bilhar do Café Embaixador, ao fundo da Avenida dos Aliados, de tabelas aquecidas, um luxo que eu não tinha em Vila Real.

O Porto é uma cidade acolhedora, as pessoas recebem com alegria e em festa. Mas algo havia ali, e há, que nós não gostávamos! Nem devia escrever isto! Era aquela pronúncia do Norte! Chegávamos a dizer que as miúdas eram lindas até abrirem a boca!

CNX06ABR26JG85

Nota – Esta crónica é a minha prenda de aniversário para o amigo Jorge Joaquim Lage

Sylvie Castro cria imagem Pascal


 

A "onda repovoadora"

 

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