Tempo caminhado
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sábado, 23 de maio de 2026
"E Ainda O PRINCIPAL"
Estimada(o) Consócia(o),
No próximo 28 do corrente mês de maio, terá lugar na sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, Campo Pequeno 50 - 3º Esquerdo em Lisboa, às 18.30 horas, a cerimónia de apresentação do livro da autora Cremilde Esteves Alonso, "E Ainda O PRINCIPAL" apresentado por Armando Cangueiro.
Venha à apresentação do último livro de Cremilde Esteves Alonso:
A autora nasceu em Prado Gatão - uma
aldeia do Concelho de Miranda do Douro.
Estudou no Liceu Nacional de Bragança
até ao 7º ano.
Após a Licenciatura em Filologia
Germânica na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa,
integrou-se no Ensino Secundário como professora.
Amante da investigação etnográfica, em especial na sua região e também na de Loures, publicou alguns trabalhos no jornal Folclore e na "Academia dos Saberes de Loures".
Tem dois romances publicados:
1. Uma Casa de Sete por Sete
2. E Ainda O PRINCIPAL
Contamos consigo!
A Direção da CTMAD
Saudações
Transmontanas e Durienses
**************************************************
Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro
Campo Pequeno, 50 - 3º Esq.
1000-081 Lisboa
A Batalha de São Mamede e os Mitos da nossa Fundação
A fundação de Portugal raramente
foi narrada como um simples relato de factos, servindo, antes, como um espelho
moldável das necessidades de cada época. De um Portugal guerreiro e cristão,
idealizado para legitimar a coroa na Idade Média, ao herói nacionalista e
nacionalizador da ditadura, o berço da nação foi, ao longo dos séculos, pintado
com as cores da ideologia dominante. Esta dinâmica acabou por transformar a
história de D. Afonso Henriques num mito conveniente, muito mais moldado pela
pena dos vencedores do que pela frieza dos arquivos.
A consagração religiosa
do mito fundador encontrou o seu zénite na Batalha de Ourique, meticulosamente
transformada pela Igreja no verdadeiro ato de batismo da nação. Ao converter um
confronto militar numa intervenção divina – onde o próprio Cristo teria
aparecido a D. Afonso Henriques -, o clero não só justificou a independência
como uma missão sagrada e providencial, mas garantiu também o seu próprio
monopólio moral sobre o Estado. Cimentou-se, assim, a ideia de que Portugal
nasceu por decreto celestial e não por mera disputa política de poder.
https://guimaraesagora.pt/a-batalha-de-sao-mamede-e-os-mitos-da-nossa-fundacao/
sexta-feira, 22 de maio de 2026
A propósito da medalha de Mérito Europeia atribuida ao Presidente Aníbal Cavaco Silva
Vista geral de IA
Entre 1985 e 1995, o período de governação de
Cavaco Silva caracterizou-se por um forte ciclo de crescimento económico e por
uma redução drástica da taxa de inflação. A economia convergiu
significativamente com a média europeia, impulsionada pelo dinamismo do
investimento e pela modernização estrutural.
Dados Económicos Principais
- Evolução do PIB: O
crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) superou os \(4\%\).
A economia passou de \(59\%\) do PIB per capita média das três principais
economias europeias (Alemanha, França e Reino Unido) para cerca de
\(70\%\) em 1995.
- Baixa de Inflação: A taxa
de inflação, que rondava os \(20\%\) em 1985, desceu para cerca de
\(4,2\%\) em 1995.
- Desemprego: Manteve-se relativamente
baixo durante grande parte da década, rondando os \(4\%\), embora tenha
subido no final do mandato devido à recessão global de 1992-1993.
Miri Regev - Ministra dos Transportes de Israel
dono da c🅾️🅾️perativa ™ X
@donocooperativa
1h
☢️ Reflexão da Cooperativa: dois médicos portugueses decidiram ir para Gaza numa flotilha. Não foram por falta de alternativas. Sendo médicos, podiam ter procurado corredores humanitários reconhecidos, organizações médicas internacionais, missões clínicas, etc
[Organizações médicas ocidentais e internacionais como a OMS, EMergency Medical Teams, UK-Med, Médicos Sem Fronteiras, Medical Aid for Palestinians, International Rescue Committee, Palestine Children’s Relief Fund, MedGlobal, FAJR Scientific e o Comité Internacional da Cruz Vermelha têm ou tiveram equipas médicas a operar em Gaza, por vias mais úteis e menos teatrais do que uma flotilha.]
Mas isso não lhes permitia sair do anonimato e, pouca cenografia, e claro, demasiado arriscado. E esta malta não quer apenas ajudar; quer que o mundo veja a pureza moral com que ajuda.
➡️➡️A flotilha não é bem uma missão humanitária. Nunca foi. É show off. Toda a gente sabe como acaba. Parte-se em direcção a Gaza, Israel intercepta, há gritaria, há comunicados, há indiganação, há selfies e no fim regressam todos moralmente promovidos, como quem fez uma espécie de Erasmus no sofrimento alheio. O risco é calculado ao milímetro camaradas. Israel não pode dar um passo em falso sem ter meio Ocidente a espumar na praça pública, e estes cruzeiros da virtude vivem precisamente desse teatro.
E da festa, muita, pelo caminho, que o soformento dos outros é para celebrar convenientemente.
Depois aparece o Ben-Gvir, ministro grotesco que mais parece ter sido desenhado por um caricaturista com uma piela do catano, e resolve fazer da coisa um número tabernóide. Troça, gozo, pose de valentão satisfeito, tudo aquilo que um Estado sério não devia oferecer de bandeja aos seus inimigos. É pouco recomendável, sim. É grotesco, sim. É politicamente estúpido, sim. Mas chamar a isto a grande humilhação civilizacional do século exige uma ginástica emocional que só a esquerda performativa consegue fazer sem partir uma vértebra.
⚠️Humilhação verdadeira é uma família ser arrancada de casa por terroristas. É uma rapariga ser levada como troféu. É um refém desaparecer meses dentro de um túnel enquanto o mundo discute se terrorismo é na realidade resistência!
Mas aí a indignação passa por abstenção violenta com facilidade. Quando foram assassinados, violados e sequestrados civis no dia 7 de Outubro, houve sempre uma nota de rodapé, uma contextualização, um "pois, mas", uma arqueologia moral para explicar que a barbárie, afinal, pode ter um contexto que explica. Já quando uns ativistas adultos, instruídos, voluntários, embarcam num cruzeiro político sabendo perfeitamente o que os espera, aí treme a humanidade, proclama-se que a dignidade humana foi atirada ao chão porque alguém foi tratado sem respeito pelos direitos humanos por um ministro israelita armado em chefe de claque.
Adiante camaradas.
Voltamos aos nossos 2 médicos. Ironia amarga. Porque um médico, por definição, devia saber distinguir cura de espectáculo. Devia saber que o sofrimento humano não é palco, que a ajuda não precisa de plateia e que a medicina, quando é mesmo medicina, não se mede às milhas náuticas nem em espetáculo. Se queriam ajudar Gaza, havia caminhos duros, discretos, burocráticos e mais eficazes, talvez menos românticos, ok, mas mais úteis. Escolheram a flotilha. Escolheram o simbolismo, o embate previsível. Escolheram entrar numa peça cujo guião já vinha escrito. Demasiado fácil, até.
Paara vossa eventual reflexão.
o dono da cooperativa
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Pedaços da História em busca das origens - Romance de Elmiro Barbeiro
Não conheço, pessoalmente, este
jovem de Lagoaça, do concelho de Freixo de Espada à Cinta. Contudo revejo-me na
sua vinda a este destino em que chegámos na mesma geração. Trás-os-Montes e
Alto Douro é a última Província lusófona. Calhou ter por berço o chão que nos
embala, em tempos destas muitas guerras, cuja idade nunca foi, cientificamente,
fixada. A história de Portugal diz-nos que nunca saberemos quando, e como,
nasceu o espaço. E, não obstante os progressos planetários, a ciência já tem
dado alguns passos para chegarmos à Lua. Já por aqui andaram muitas raças,
muitos «bicharocos», gentes semelhantes, animais selvagens, com físicos mais
valentes, mais robustecidos e mais agigantados. Possivelmente menos sabedores,
de feições incríveis e de histórias nunca descobertas.
Estamos às porta dos 900 anos da «primeira
tarde Portuguesa». Em 1071 deu-se a Batalha do Pedroso, travada em 18 de
janeiro de 1071. Nesse combate morreu o conde Nuno Mendes, que provocou a
extinção da linhagem condal galega que administrava o então Condado
Portucalense. Essa linhagem tinha começado em 868, quando Vímara Peres recebeu,
como prémio da expulsão dos muçulmanos, o Condado Portus Cale. Houve
nove condes entre Vímara Peres e Nuno Mendes. O condado Portucalense renasceria
em 1096, como dote matrimonial, aquando do casamento de D. Teresa com o borgonhês
Conde D. Henrique, de cuja união nasceria o rei fundador da portugalidade: D.
Afonso Henriques.
Voltando ao livro de Elmiro
Barbeiro e os «Pedaços da História», confesso, na qualidade de decano
dos jornalistas Portugueses vivos, que devo elogiar o autor deste documento
bibliográfico, meu companheiro de quase tudo aquilo que leio «em busca das
origens». Começo por lhe agradecer a dedicatória, ao me tratar por «brilhante
escritor transmontano com elevada estima e consideração». Agradeço-lhe tão
sonantes adjetivos, que não mereço, mas que me permitem felicitá-lo, por sua
coragem, persistência e lição de vida. A minha resistência, tal como a sua,
apenas divergem nos 11 anos de vida. Transmontano, escola primária, seminário,
saída após 10 anos, serviço militar obrigatório, em Angola, oficial miliciano
ranger, licenciatura aos 42 anos, mestrado e doutoramento, com teses
publicadas, docente do ensino superior, entre 1998-2008.
Pelo meio de tão arriscadas
ocupações, ambos tivemos de ir à guerra (e eu com mais quatro irmãos); o Elmiro
Barbeiro como sargento miliciano, na Guiné; eu em Mafra, Lamego, Abrantes,
Dembos, de onde alguns heróis fugiram e alguns ficaram.
Paralelamente, as nossas vidas
prestaram-se ao fadário que a sociedade mostra e que o oportunismo social
esconde. Aparecemos numa geração diabolizada, faminta de tudo e cruel para quem
remasse contra a maré.
Este seu terceiro livro, em prosa e
verso, denuncia os seus 78 anos de vida real. Não se escondeu do pior, não
reclamou o melhor, mas conformou-se com aquilo que o destino lhe impôs. Já li
alguns dos seus poemas, revoltantes aqui e ali. E, não podendo dizer tudo,
enuncia, nestas 318 páginas, os seus sucessos, os amargo de boca e as
injustiças que sentiu, na sua vida ativa.
Desde o prefácio, ao prólogo,
passando pelo epílogo, «procurou, por todos os meios, levar uma informação
fidedigna que lhe indicasse o caminho certo na procura dos seus descendentes. É
sério, humano e liberal. E dedica este exemplar livro aos seus antepassados,
emigrantes, e a quantos, de forma forçada, se viram na necessidade de procurar
lá fora meios de subsistência para si e para os seus.
Armando Palavras e Elmiro Barbeiro
são dois transmontanos que vivem no centro do país, mas que convivem quando
visitam as origens, na mais distante Província de Trás-os-Montes. Um e outro e
muitos mais, com idêntica itinerância, se reúnem por bons motivos. A cultura, a
sociabilidade e o fraquinho pelo berço são fatores de aproximação. Estes dois
quase conterrâneos ombreiam pela positiva. Revejo-me neles e fazem falta na
Academia de Letras de Trás-os-Montes. Reúnem todos os requisitos. E eu, na
qualidade de quarto outorgante da fundação da Academia, em 2010, em Bragança,
na Biblioteca Municipal, tenho o maior gosto em propô-los como associados. Fica
o desafio.
Pedaços da História – Em busca das
origens é uma
edição do Autor, executado na Tipografia Rápida de Setúbal, em Abril último.
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